Luz do Eterno por  Anna Lou Olivier
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Fatalidades, quando a morte vem...


Apesar deste ser um assunto polêmico e até meio indigesto, preciso escrever sobre ele, já que, constantemente nos deparamos com cenas dramáticas, de indignação e cobranças diante de mortes repentinas.


Se alguém morre assassinado em um assalto ou numa inflamada discussão, logo muitos começam a julgar o ocorrido, geralmente condenando o assassino e defendendo a vítima ainda que, numa discussão por exemplo, fique difícil saber quem foi mais culpado. Se um policial mata um bandido, em alguns casos, é visto como herói porém em outros é criticado, especialmente se, ao tentar salvar alguém de um sequestro ou assalto ou algo assim, acidentalmente acerta um inocente.


Se alguém comete um crime como estupro ou pedofilia algumas comunidades pensam ter direito a linchar o criminoso e ai as opiniões se dividem entre os que apoiam o linchamento, os que ficam penalizados pela situação do agredido e ainda os que acusam a polícia de negligência diante do linchamento.


Se uma pessoa sofre um acidente de trânsito ou num parque de diversões ou local de lazer (como frequentemente acontece) as cobranças ficam entre descobrir (e punir) os culpados, se houve negligência, falha humana ou mecânica, excesso de velocidade (em caso de acidentes de trânsito) entre outros detalhes e acusações.


Tudo isso em meio a passeatas, manifestos, gritos inflamados de “queremos justiça”...


Obvio que todos temos direito a extravasar nossos sentimentos de revolta, impotência e indignação diante de fatalidades e os culpados, quando existem, devem mesmo ser punidos mas, passado o primeiro momento, analisando a fundo,o que falta à maioria de nós é tomarmos consciência de que a morte é um acontecimento natural e será vivido por todos que nascem.


Não que se deva passar a vida toda pensando na morte mas deveria ser comum as famílias conversarem sobre isso com a mesma naturalidade das conversas sobre sexo ou drogas ou qualquer orientação segura para os filhos e entre casais, enfim, o assunto morte deveria constar da pauta das reuniões familiares de forma que todos soubessem lidar com ela quando ela vem, afinal, ela virá para todos um dia.


A dúvida é quando e de que forma a morte virá para cada um e, quando vier, como será recebida e entendida pelos mais próximos.


A esta altura preciso informar que não sou apenas uma estudiosa das reações humanas, sou alguém que já perdeu praticamente toda a família, alguns foram mortos por acidentes outros assassinados outros por infartos fulminantes, ou seja, praticamente toda a minha família morreu de forma repentina e sei bem o que sentimos quando estamos esperando alguém para o jantar ou uma festa ou algo assim e, ao invés da pessoa chegar, chega um telefonema (ou alguém bate à porta) anunciando o ocorrido.


Exatamente por isso aprendi a lidar com estas fatalidades e neste momento senti a necessidade de escrever este artigo diante de tantos fatos recentes que são noticiados sobre mortes e as reações dos envolvidos. Por ser um assunto extenso e complexo, este artigo é apenas uma introdução. No meu livro Distúrbios familiares” eu cito os diversos tipos de morte, como lidar com este momento delicado, como comunicar e tratar as crianças diante da morte e outros assuntos correlatos como câncer, drogas e outros fatores que podem levar à morte. 


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No meu site terapêutico encontram-se artigos com assuntos correlatos. Acesse o site, clicando aqui.


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