Luz do Eterno por  Anna Lou Olivier
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A Guerra da intolerância (Cães, cachorros, animais ou humanos).



Esta semana, houve uma grande polêmica em torno do vídeo “vazado” das filmagens de “A dog's purpose = 4 vidas de um cachorro". Segundo várias notas e artigos circulados em portais e sites, todos os animais foram maltratados durante filmagens e neste vídeo o pastor alemão é forçado a entrar numa piscina com correnteza e pode ter morrido afogado, segundo relatos. Embora a equipe de filmagens tenha afirmado que o cão “passa bem”, é nítido o afogamento do cão no referido vídeo. Só isso já basta para caracterizar maus-tratos e justifica uma mobilização mundial em favor do boicote ao filme.



O boicote foi sugerido e amplamente divulgado pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) e foi imediatamente aceito e reforçado por inúmeros ativistas, veganos e protetores de animais. Aqui vale uma ressalva entre protetores de animais em geral e protetores de animais domésticos. Há uma grande divergência e até disputa entre esses níveis de proteção, enquanto os protetores de animais em geral são veganos e lutam pela libertação de todos os animais, os protetores de animais domésticos lutam pelos direitos basicamente dos cães e gatos e consomem carne e derivados de outros animais.



Não estou julgando quem está certo ou errado, sempre friso que creio na importância de todos os seres vivos. Cada um tem seu nível de entendimento da vida e missão neste planeta. Apenas friso a diferença entre os tipos de proteção. Pois bem, no caso do cão e outros animais maltratados durante as filmagens de “Quatro vidas de um cachorro”, TODOS os protetores se uniram para defender estes animais. O resultado é que o lançamento do filme foi cancelado e os participantes do filme estão sendo investigados, correndo risco de prisão e multas.



Por outro lado, um grupo de seres humanos tem sido perseguido em nível mundial e é frequentemente chamado de “animais” “cães” etc. São os judeus e friso aqui que judeu é um termo muito diversificado, pode significar quem nasceu em Israel, o que seria mais próprio chamar “Israelense”, pode ser entendido como nascido na antiga Judeia (parte montanhosa do sul da Palestina entre a margem oeste do mar Morto e o mar Mediterrâneo. Estende-se, também ao norte, até as Colinas de Golã e, ao sul, até a Faixa de Gaza, o que corresponde atualmente área aproximada à parte sul da Cisjordânia. Há ainda a questão religiosa que especifica um Judeu como sendo descendente da “tribo de Judá”. Em seu leito de morte, Yacof/Jacó (batizado por Deus como Ysrael/Israel) abençoou seu filho Yehudá/Judá como sendo um “filhote de leão” a quem os irmãos louvariam. E o poder jamais seria tirado nem o bastão de comando de seus pés… (Bereshit/Gênesis, 49:8). Há bençãos (e algumas repreensões) a todos os filhos, quem tiver interesse, leia Bereshit/Gênesis 49. Portanto, considera-se judeu o seguidor da Torá.



Aqui se deve analisar que, na Torah está explicado que “D-us habita entre os judeus mesmo na sua impureza”. Isso significa que o Deus dos judeus está sempre presente, independente do comportamento do povo D-Ele. Neste sentido, não se pode medir o judaísmo de alguém segundo estilo de vida ou qualquer característica. Da mesma forma que é possível ser considerado judeu sem cumprir as regras, é possível seguir à risca todos os seiscentos e treze mandamentos e não ser considerado judeu. É o relacionamento entre o indivíduo e o Criador que vai estipular sua conexão e não o cumprimento de regras e outras condições. Além disso há judeus religiosos e não religiosos, brancos e negros, ricos e pobres...

Diante dessa diversidade toda, este povo, os judeus, têm sido ao longo de sua existência, escravizado (como se relata no exílio do Egito, este tema é complexo, não explicarei aqui. Quem se interessar, pode se inscrever no Curso Autoconhecimento e Elevação, clique aqui), em diversas épocas forçado a renegar suas crenças em troca de salvar suas vidas (aqui também outro tema complexo que vale a pena conhecer no curso), passou pelo horror do holocausto e, entre diversas atrocidades, continua sendo vítima de perseguições, como a recente estampada na Internet e em diversos noticiários televisivos, de um grupo neonazista que já estava sendo investigado pela polícia, mas um rabino (Ventura), ao gravar um vídeo de repúdio, os incitou a aparecerem também em vídeo chamando os judeus de “cães” e “expulsando-os” de São Paulo...



Apesar da “lei” 7.716/89 Art. 20 que estipula 1 a 3 anos de detenção e multa por “Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” e ainda penas por associação criminosa, os acusados foram liberados e comenta-se que o rabino agora está sendo ameaçado.



Com franqueza, penso que a atitude do rabino acabou atrapalhando, já que as investigações policiais já estavam ocorrendo, porém, é preciso reconhecer que o rabino disse algo muito importante e verdadeiro. No cartaz que dizia “com os judeus, você perde”, ele respondeu “Com os judeus você perde a burrice, com judeus você perde a preguiça de não trabalhar” E aconselha que aprendamos todos uns com os outros. Nisso está corretíssimo, todos podem e devem aprender com todos e se há um povo que trabalha e se aprimora sempre, é o judeu. Um povo escolhido para dar exemplo de conduta, exemplo em todos os sentidos. Este é o verdadeiro sentido de ser "escolhido".



A observação desses episódios (do filme 4 vidas de um cachorro e da expressão de intolerância aos judeus) é que o mundo se mobilizou para defender alguns cães que foram maltratados na filmagem, (o que acho louvável e, como vegana, apoio totalmente) E conseguiu cancelar a estreia. E iniciar processo e investigações.



As perguntas que ficam são:

Quem se levantará em favor dos judeus que estão sendo chamados de cães e convidados a se retirarem?

Alguma ONG iniciará algum movimento de boicote a exemplo do que fez a PETA em defesa dos animais?

Pessoas que hoje se dizem judias por seguirem judaísmo messiânico ou estudarem cabala ou por diversos motivos seguem o judaísmo, defenderão os judeus agora?

E mais, quantos dos que seguem os ensinamentos judaicos mesmo sem uma “conversão oficial” terão coragem de assumir publicamente isso?

Já que a “caça aos judeus” parece ser a mais divertida aventura depois da caça aos animais, quem estará disposto a morrer defendendo sua fé e seu direito de crer num Deus único como tantos fizeram no passado?

E entre esses tantos que morreram defendendo seus direitos está um que ficou famoso como “Jesus”... você sabe que ele também morreu defendendo esses direitos dos judeus?

Você, que se coloca em nome dele ou reza citando-o ou chama-o nas diversas ocasiões, tem consciência de que ele foi um judeu e morreu defendendo a Torá e seu direito de vivê-la?

Vamos refletir sobre tudo isso?

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Assista aos vídeos:

Vídeo dos bastidores da gravação de 4 vidas de um cachorro. 






Reportagem TV Gazeta sobre neonazistas e o rabino Ventura