Luz do Eterno por  Anna Lou Olivier
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Pela liberdade dos pássaros e das crianças


Vivemos hoje uma fase em que muitos pedem pela volta do regime militar. Em vista disso, resgatamos uma passagem muito importante desta época, que foi abafada. E trazemos ao público uma música quase inédita que estava esquecida no tempo. A música na voz de uma criança, de apenas três anos, que deu início à fase de "protestos musicais" em busca da liberdade. Confira e reflita muito sobre isso!

A década de 60 ficou conhecida pela grande repressão artística, cultural e intelectual que se instalou a partir de 1964. Em 31 de março de 1964 houve uma série de eventos registrados como “Golpe de Estado no Brasil em 1964” que culminaram com o chamado “golpe militar” que, em 1º de abril de 1964 colocou fim ao governo do presidente João Goulart que havia sido eleito democraticamente. Ele foi mais conhecido como “Jango”.


Há quem refira-se ao ocorrido como “Revolução de 1964”, por ir além do militarismo. A história por trás da História mostra não só o apoio civil de segmentos importantes da sociedade como os grandes proprietários rurais, a chamada burguesia industrial paulista, grande parte das classes médias urbanas (cerca de 35% da população total do país) e o setor conservador da Igreja Católica. Sendo que este último promoveu a “Marcha da família com Deus pela Liberdade” que aconteceu em 19 de março de 1964, ou seja, alguns poucos dias antes do chamado golpe.


Esta é apenas uma parte da história por trás da História. É possível ler de forma aprofundada sobre isso em diversos sites, até mesmo no Wikipédia (que serviu de base para este artigo) mas os bastidores vão muito além do que se pode publicar. A síntese é que, a partir do chamado golpe de estado de 1964, a principal mudança ocorreu na perda do comando das polícias militares, que passou a ser exercido por oficiais do exército brasileiro. Isso inclusive deu origem a um confronto que se intitulou “Polícia contra polícia” e terminou com uma única sequência de “silvos” (sons de apito) feita por um experiente comandante que foi uma grande vítima desta fase. Isso não foi noticiado, ao contrário, foi abafado.


Assim como muitos outros fatos abafados, a história esqueceu de registrar a voz de uma pequena criança que se levantou em graves e agudos cantando pela liberdade dos pássaros e das crianças. Com apenas três anos de idade, falando algumas palavras erradas, esta criança levou ao mundo o samba-canção “Sonho de criança” que dizia “Quisera ser passarinho e ter toda a imensidão de voar tão livremente e cantar linda canção”. Isso ocorreu justamente em 1964, em meio ao caos já se instalando.


Esta criança é Ana Lourdes de Oliveira, hoje conhecida como Lou de Olivier que, entre outros grandes feitos, é detectora e defensora da Dislexia Adquirida (hoje aceita oficialmente pela Ciência da Saúde), criadora do método terapêutico de Multiterapia, grande ativista das causas animal e socioambiental, hoje leva ao mundo uma mensagem de paz entre todos os seres por intermédio de sua criação “Solua, o vampirinho vegano”.


Ela foi a primeira criança no mundo a gravar um vinil profissional, com apenas dois anos e nove meses, lançando-o aos três anos de idade. O recorde era detido por Rita Pavone que gravara aos cinco anos de idade na Itália e a pequenina Ana Lourdes não apenas bateu este recorde como marcou o início da revolução musical que gritava pelo direito de todos à liberdade. Em 1968, com apenas 7 anos de idade, Lou foi afastada da TV, seus arquivos sumiram (inclusive uma série de gravações com oito músicas que seriam tema de uma novela bem cogitada da época "A pequena órfã" e que, a apenas um mês da estreia, foram impedidas de ir ao ar; E a novela ficou marcada por "não ter abertura". Este tema será mostrado em artigo em breve),  mas a luta estava plantada e a vitória era muito esperada.


Em seguida vieram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, um dos mais atuantes e censurados da época (Cálice composta por Chico e Gil em 73 e lançada em 78) e, entre muitos outros que se levantaram para cantar pela liberdade, Geraldo Vandré que, em 1968, fez todos cantarem ao som de "Pra não dizer que não falei das flores" (também conhecida como "Caminhando"). Canção proibida de execução, assim como todas as outras canções de “protesto”.


Inclusive não pudemos localizar nenhum dos muitos vídeo tapes que Ana Lourdes de Oliveira (hoje Lou de Olivier) gravou nesta triste época de repressão. Mas conseguimos recuperar algumas fotos e a música que hoje está em MP3 e pode ser acessada em vídeo no Youtube. Reserve cinco minutos do seu tempo e assista este vídeo. Aprenderá um pouco mais sobre a história da História do Brasil, além de ouvir um bonito samba-canção e uma vozinha infantil mas já determinada a mudar o mundo para melhor.


Assista ao vídeo neste link: https://youtu.be/va7BBrmxsSU


E após assistir este vídeo, reflita sobre o que espera para nosso país, o Brasil. Pense se você sabe bem em quem está votando. Se conhece também o vice e o partido ao qual pertencem. E, acima de tudo, esteja preparado para uma nova fase em que carros e outros veículos podem ser dirigidos de forma automática, a agricultura está comprometida por agrotóxicos e, entre tantas novidades, há o descarte de vidas como se fossem apenas sucata... reflita! (escrito e publicado em outubro/2016)


Assista ao vídeo neste link: https://youtu.be/va7BBrmxsSU>